segunda-feira, 15 de março de 2010

Borbulhar

Borbulhar histórias na minha cabeça,
Tal como borbulha a água,
Da panela que ferve à minha frente.

Em cada borbulha de ar,
Borbulham palavras de sonho.
Surgem do nada no fundo da panela,
Sobem rápidas pela água,
E rebentam em mil e uma cores!

São ideias estas bolhas de ar...

2 comentários:

Luís Henriques disse...

Olá, rapaz. Precisamos saber se continuas ou não no Armarium. Ab

Guilherme Romagnoli disse...

Pesa me na mente
aquele terror de todo artista
assim como pesa-me a vida
de participar sem ser chamado

de borrar de sujo
um nobre achado
de pular o muro
e ver que o chão...

onde está o chão?

quem sou eu para invadir assim seu espaço
tua bela, tão rara poesia,
envergonha a minha
pobre
tentativa...

más deixando de lado meus medos
toco com os olhos,
escondendo os dedos

me reviro, me retorso, me transtorno

ao ver tuas belas poesias,
me encanto tanto
e me arrepio, santo
rio, lodo, pranto

minha alma agora contente
de contemplar, meu caro, tuas sublimes crianças

tão sublimes, e tão raras


só não mais
que Mário Quintana, Crowley e poucos outros incomparáveis

suas poesias (talvez) mal amadas,
toca como o vento em olhos de águia
e nela se embebeda minha alma embriagrada

aquele medo, de fato, não era nada
além do medo de estragar
a harmonia perfeita
das poesias que encontrei

perdoe me a loucura, a esquizitisse, a falta de tudo
a mesma mesmice
só não poderia, dormir tranquilo
sem saber que você sabe
o eu lhe disse,
o que ainda não descobri:

Que as poesias mal amadas não são feias, são freiras.