quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fôlego

Após mais uma corrida, sinto-me cansado.
Visível,
E invisivelmente cansado.

Enquanto o tempo faz rolar os ponteiros do meu relógio,
O meu cansaço aumenta.
Galopante, como eu que corto a meta para começar uma nova corrida,
Sem fim à vista.

Não abrando,
Nem o meu cansaço abranda, correndo como o vento que me bate na face.

Mas o cansaço é mais que o vento!
O cansaço é o vento!
O cansaço sou eu, enquanto tomo a minha consciência nas minhas mãos e a deixo repousar.