sábado, 6 de junho de 2009

Barco

Equilibro-me no balanço da minha realidade,
Oscilando entre Mundos que não são meus.

Como num navio,
Rebolo no convés ao sabor das ondas que embatem no casco,
Assim como o vento bate na minha face, no cimo desta montanha,
Que se desmorona e enrola sobre si mesma,
Torcendo-se numa compressão sobre si mesma, sem fim sobre si mesma,
O seu mundo e o meu aqui sobre si mesma.

Salto do navio para o mar de fogo,
Gélido que me queima a alma, não o corpo,
Que esse ardeu num outro inferno do meu paraíso mental.
Dou aos braços buscando o meu mundo,
Buscando a montanha daquela ilha,
Que cai agora no mar,
Abrindo a cova do fim do mundo!

E eu caio nela.
Voo por entre todas as dimensões conhecidas, no espaço do meu tempo,
Que agora passa com o vagar típico do Tempo!

Sem fim, o meu medo espelha-se no chão, comigo mesmo,
E os dois dançamos a valsa do amor que é meu,
É nosso, é de ambos e daqueles que nos vêem.

Os trajes, o século, a loucura e a luxúria,
Atraem-me nesta dança banboleante entre o Céu e o Inferno da minha perdição de alma!

Vendo-me caro (o corpo! A alma é de todos, que convicção!) ao escuro e negro,
Desta janela!

Ahhh, este barco vai para onde?