terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Linha Recta de um Poema

Sou agora todos os momentos que acabaram de passar por mim, que ainda passam,
Que passam num depois que é agora, deste Tempo imedido, Intemporal, indefinido,

Inconstantemente estranho.
Aparece de súbito e esvaisse na passagem das minhas ideias,
Que cavalgam os ponteiros do relógio.

Todo este Mundo é um oceano de ondas, que permanentemente se percipitam numa subida triunfal, majestosa,
Caindo em seguida para o percipício da existência finda,
De onde renascem sempre.

Ahh, este não gostar do vento, por sabê-lo existente só quando eu queira!
Mas quando eu quero, ele abana todos os fios que se estendem daqui até um infinito imperceptível!

Todos, menos as linhas rectas!

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