Branco, Luz,
Som de nada contra nada e eu sozinho comigo.
Espaço da inêxistencia e da minha loucura de me deixar ir só para longe de mim mesmo,
Habitar um espaço temporal que não é meu,
Que alguém perdeu algures,
E eu apanho do chão,
Como um cigarro já fumado,
Mas ainda quente.
E demoro a Eternidade.
Apanhar este cigarro é um acto belo, é a Beleza por si só.
Agarro agora noutra vida, que se esfuma, tal como a minha.
Lentamente,
Lentamente entre cada impulso que me percorre a mente.
Tão lentamente, que não noto a parede branca à minha frente, esbarrando contra ela a toda a velocidade,
Como um comboio de vida que não pára,
Como o Tempo que passa e eu não consigo deter.
Na lentidão do meu choque,
Fundo-me com o branco desta parede.
Sinto cada um dos meus átomos desagregar-se,
Fugir, rindo, correndo lentamente para outro local, Outro Mundo.
Abandono agora a minha Imaginação,
Pintando de negro o branco da parede.
Todo o branco,
Nem só uma pinta branca.
Negro, só o Negro e a minha alma.
E a meio da minha Morte,
Lembro-me que a parede é Real.
E que tem outro lado,
Branco.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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3 comentários:
Um grande poema como tu e pena e as razões porque foi escrito foi so por ela ser a "recordista" ou houveram outras razões não sei se sabes mas e mais facil conquistares uma rapariga de outras maneiras podes começar por pedir o mail mas se nao tiveres interessado podes pedir o meu
Olaa!
Humm, mais um daquele comentários estranhos...Principalmente ao nível do Português não é verdade ;)?
Bom, antes de mais obrigado pelo elogio! É sempre bom recebê-los, ainda para mais respeitantes a um poema que eu, pessoalmente, também acho que foi bem conseguido. Para mim foi, sem dúvida, um experiência diferente, já que, normalmente, escrevo com base num impulso de um dado momento ou de uma dada situação.
Este não foi o caso. Lançaram-me o desafio de construir um poema, tendo como ponto de partida a temática base do "Preto e Branco". Por ser, de facto, um temática vasta e ser possível criar um imaginário interessante à volta dela, decidi aceitar :P! O record de comentários foi só uma piada, apesar de ser verdade!
Anyway, finda que está esta questão das origens do poema, há um outro facto que é merecedor de uma análise profunda e reflectida: nem mais nem menos do que o meu método/capacidade/perspicácia para, como tu dizes, "conquistar raparigas".
E, sem dúvida, é uma problemática complicada (o que é que são exercícios de Cálculo ou Química, junto de uma questão destas!) e para a qual não consigo encontrar em mim mesmo eloquência suficiente para lhe responder da maneira devida.
Como consequência da minha, chamemos-lhe "falta de jeito", decidi optar por um caminho mais fácil e menos abrasivo dos meandros do amor. É possível uma analogia com as cábulas dos testes...Afinal, para que é que precisamos de saber as coisas, se basta levar um papelinho com tudo escrito? Bem mais simples, de facto.
A táctica consiste, pura e simplesmente, em chegar junto do espécimen feminino e dirigir-lhe a seguinte pergunta: "Como é? Fodes ou peço já desculpa?"
Não há nada mais fácil, além de excluir uma data de pormenorzinhos insignificantes do amor, que são um verdadeiro desperdício de tempo (que é, de facto, pouco. Então para conversar é mesmo diminuto...). Quem é que quer saber dos namoradinhos, dos bilhetes de amor (Queres andar comigo? SIM ; NÃO ; NÃO SABE/NÃO RESPONDE), das cartas de amor, dos poemas de amor (ahh, até Pessoa foi envenenado por essa espécie maldita! Pobre Diabo!), dos beijos de amor, dos olhares de amor, do primeiro toque das mãos e do amor, dos cabelos dela a ondular ao vento com amor, dos passeios descalços à chuva e do amor do chapinhar da água, do pôr-do-sol no final de um dia de Verão e do amor, dos passeios na praia, vazia de almas e do amor, do mar a bater na areia e do amor, do dedo dele molhado na água salgada a tocar no nariz dela e do amor, da lua, estrelas e o amor, do riso sem medo e do amor, de uma brisa fresca do Norte e do amor que ela trás, dos sonhos acordados e do amor, da neve a cair nos gorros de ambos e do amor...
Para quê tudo isto? Não há qualquer necessidade, quando podemos simplesmente pedir a alguém o e-mail, o nome, o telefone, a vida e a alma, tudo embrulhado num presente com um lacinho bem fofo no topo.
Asssim, Preto no Branco..
Kiss'z and Hugz!
PS: Tens de ter cuidado a quem ofereces o teu mail! E se eu fosse um super-hiper-mega-predador-sexual como a Floribela XD?
PS2: É uma boa consola. Mas há melhores XD!
ola de novo so posso dizer que isso e um bocado grosseiro da tua parte mas quem sou eu para fazer julgamentos
ps: e sabes la tu se eu gosto de "super-hiper-mega-predador-sexual como a Floribela"
"a tua"
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