sábado, 3 de janeiro de 2009

História

Escreve uma história comigo!
Vá lá, escreve!
Escreve uma história!

Escreve-a agora, escreve-a ontem, escreve-a sempre.
Escreve-a com a caneta que tens agora na mão, mesmo que não a tenhas.
Imagina a história,
Imagina a caneta,
Imagina a tinta a rolar, e rola sem fim, para fora da caneta que não exite (existe pois!) cravando cor num papel, que de existência tem só a tua vontade!

De onde virão as palavras que escreves?
Para onde irão? Escreves palavras? Ou sou eu agora que escrevo que tu escreves?
Será que sou eu que dito o Mundo como ele é?


Não, não pode ser, estás incrédulo! Revoltas-te agora (vês como te ordenei?)
Controlas a tua mente, como te digo!
Ahhhh, mas que aflição! Ninguém te controla, tu és tu próprio, tu constróis-te a ti mesmo, ao mesmo tempo que me constróis a mim e baralhamo-nos, como um baralho de mil cartas, com faces verdadeiras e mentirosas!
Tu és todas as letras que escreves, és o teu pensamento, és o Mundo que te rodeia, tu és o Sentir e o Olhar, és as estrelas que brilham no céu, enquanto te escrevo!

Tudo isto só em ti...
E eu, que serei?
Já imaginaste?

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