sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Página

Escrever páginas e páginas,
Sem parar um segundo.


Não vá o pensamento apanhar-me!

Perdidos e Achados

Perdi-me na melancolia,
Do eterno som em mono,
Que de mim sai.

Bastante irritante este som...
É vago, sem a estereofonia da Realidade.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Manual de Todas as Coisas 2.0

Tomo nas minhas mãos o Manual,
Que diz ser de Todas as Coisas.
Um nova edição,
Que a anterior já estava desactualizada para as coisas.
(Ou eu é que estava desactualizado).

Enfim, vou folhe-a-lo.


E vou sorrindo,
Enquanto vejo as páginas passarem por mim,


Em branco.

domingo, 27 de setembro de 2009

Baralha

Baralha as cartas...
Baralha já as cartas! Antes,
Que me saia o ás de ouros,
Ou o duque de paus.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Escrever

Escrever,
Tal como a água enche o copo, que aguarda debaixo de uma torneira.


Até transbordar.

domingo, 23 de agosto de 2009

Demasiado disto...

Às vezes,
Tomo demasiado disto,
E esqueço-me da realidade!


...


Graças a Deus!

Duas doses de 3

Doses...

E doses,
E doses,
E doses...

De 3 vidas.

Finais

Vou escrever uma história com todas as palavras que me apetecer!
Hoje ninguém me controla!

Começo esta história,
Onde o seu final termina,
Porque terminar num fim já não me agrada.

E porque não terminar num fim?
Porque não finalizar tudo naquele começo,
Que nos adoça a boca, por sabermos que encerra um final?


Porque,

Os finais,
São tristes.


E são tristes
Porque simplesmente,
São finais!

No entanto,
Esqueço toda esta tristeza,
Ao olhar para as cartas.
Ahh sim, prefiro muito mais deixar-me encantar pelo baralhar das cartas!
Aquele deslizar perdido no tempo,
De cartas entre cartas!

Como quem mistura vidas,
As ligas e desliga,
Faz delas o que quer!

E nesta história,
Porque a mim me apetece chamar-lhe história,
Dizer que ela é minha,
Que fui eu que a criei,
Nesta história,
Eu faço tudo aquilo que quero!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Des(Ilusão)

...
...
... estás desse lado?

Sim, tu! Quem mais poderia ser?
Vês mais alguém a falar contigo?
Melhor, está mesmo alguém a falar contigo?

Ou tudo isto é só uma ilusão rabiscada num papel?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fôlego

Após mais uma corrida, sinto-me cansado.
Visível,
E invisivelmente cansado.

Enquanto o tempo faz rolar os ponteiros do meu relógio,
O meu cansaço aumenta.
Galopante, como eu que corto a meta para começar uma nova corrida,
Sem fim à vista.

Não abrando,
Nem o meu cansaço abranda, correndo como o vento que me bate na face.

Mas o cansaço é mais que o vento!
O cansaço é o vento!
O cansaço sou eu, enquanto tomo a minha consciência nas minhas mãos e a deixo repousar.

sábado, 6 de junho de 2009

Barco

Equilibro-me no balanço da minha realidade,
Oscilando entre Mundos que não são meus.

Como num navio,
Rebolo no convés ao sabor das ondas que embatem no casco,
Assim como o vento bate na minha face, no cimo desta montanha,
Que se desmorona e enrola sobre si mesma,
Torcendo-se numa compressão sobre si mesma, sem fim sobre si mesma,
O seu mundo e o meu aqui sobre si mesma.

Salto do navio para o mar de fogo,
Gélido que me queima a alma, não o corpo,
Que esse ardeu num outro inferno do meu paraíso mental.
Dou aos braços buscando o meu mundo,
Buscando a montanha daquela ilha,
Que cai agora no mar,
Abrindo a cova do fim do mundo!

E eu caio nela.
Voo por entre todas as dimensões conhecidas, no espaço do meu tempo,
Que agora passa com o vagar típico do Tempo!

Sem fim, o meu medo espelha-se no chão, comigo mesmo,
E os dois dançamos a valsa do amor que é meu,
É nosso, é de ambos e daqueles que nos vêem.

Os trajes, o século, a loucura e a luxúria,
Atraem-me nesta dança banboleante entre o Céu e o Inferno da minha perdição de alma!

Vendo-me caro (o corpo! A alma é de todos, que convicção!) ao escuro e negro,
Desta janela!

Ahhh, este barco vai para onde?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Marés

Estes tempos idos,
Que não vieram de lado nenhum,
Nem de vontade nenhuma.

São tempos que um dia passaram por nós,
A quem nós demos a mão por instantes,
Sem qualquer compromisso.

Não temos compromissos com o tempo.

Aceitamo-lo como algo sem peso,
Sem preço,
Com algo materialmente intangível,
Que escorre pelas frestas das nossas imprecepções da realidade.

Ahh, o tempo que passa, e passa sempre...
Farto-me facilmente da contemplação temporal

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ouvi dizer...

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.

Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!


Para nos lembrar que o amor é uma doença,










Quando nele julgamos ver a nossa cura!














Fiz neste post uma coisa que ainda não tinha feito até agora...Publicar algo que não foi escrito por mim. Bom, há uma primeira vez para tudo =D
É provável que reconheçam o poema. É a parte final da música Ouvi Dizer dos grandiosos Ornatos Violeta.

Tive de colocar estes versos aqui, porque, apesar de serem simples, têm um poder enorme! Cada vez que os ouço na música tenho um arrepio na espinha...

Talvez se repita a experiência de aqui colocar obras de outros autores. A ver vamos :P!

Traço

Entre tantas palavras que se escrevem,
Nas linhas que se traçam,
Onde se traçam todas as paisagens da Imaginação,
Reside um mundo demasiado vasto para ser posto em palavras.

Valerá a pena perdermo-nos nesse Mundo?

Será ele a cura ou a doença?

Lembrança

Pois bem, é tempo de lembrar,
Que não há nada para além da ternura do meu ser.

Não sei se hei-de voltar atrás,
Mas recordo agora que o Passado já não me satisfaz.
E então, parto louco, estrada fora, vidro aberto, para deixar entrar a luz.
Que reluz e me seduz num portento negro e novo de magia.

Não travo agora, não, não travo mais, até bater no infinito.

Deixei de estar, aluguei o meu corpo à minha mente,
A fuga ao meu pensar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fumo

Pó e fumo branco do meu ser,
Julgo da Imaginação e Poeta.

terça-feira, 17 de março de 2009

Chegada

Escrevo acerca do meu partir e do meu chegar,
De me lembrar do Agora,
Do qual nunca mais me hei-de lembrar.

Escrevo não sei quando,
Porque sou mais do que o Tempo,
Sou Agora, apenas o movimento da caneta nos meus dedos.

Sou só a tinta a fluir e a juntar-se nas páginas.
Cada gota forma linhas de imperceptíveis pensamentos.
As palavras simplesmente guardadas numa declaração ao papel.

domingo, 1 de março de 2009

Viagem

Sinto-me sempre em viagem,
Apesar de ficar sempre parado em tudo aquilo que me rodeia.

A minha posição muda sempre,
Apesar do posicionamento das coisas ser o mesmo.
O mesmo de Sempre.

Dentro de todas as máquinas do Mundo acelero para um Presente do meu Futuro,
Enquanto parado me observo a voar pela incostância do Mundo.

Seja dia ou noite,
Fecho os olhos e deixo-me imbuir pela velocidade.
Sou sempre mais rápido do que todos os instantes,
Do que todas as unidades temporais existentes!

Mas vejo-me sempre fora de mim mesmo!

Porventura, a minha viagem nunca foi mais do que sonhos.
A minha viagem nunca fui mais do que eu mesmo,
Imaginando-me em todo o lado,
A todo o momento!
A minha viagem nunca foi mais do que Pensamento!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Catálogo

Entregam-me todos os dias,
Um catálogo da minha vida.

Não é nada extenso o meu catálogo,
(Aliás, é um catálogo branco),
Já que eu não fui mais do que fumo e sonhos.

Não fui nada em momento algum,
Pois estava ocupado a ser num outro lugar,
Que não este ou aquele,
Que não o agora, o antes e o depois.

Sou (se é que sou mesmo...) sobretudo mudança!
Sou o tempo que não pára de passar por mim,
Portanto, não sou definitivamente nada,
Com espaço para ser tudo a todo o instante.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

S

Sou sempre seres sentimentais,
Sensacionalmente sensuais.

Ser sempre sonoros sons,
Suprema subtiliza.

Se são sabidos singelos,
Sento-me sabendo Sentir.

Sinto suores,
Sinto sombra.

Sombra.
Sombr.
Somb.
Som.
So.
S.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nulidade

É estranho sentir a inexistência de tão perto.

Saber-me quase relativamente certo,
Na Lua que todos os dias passa por mim,
Nas manhãs de Sol eterno, Sol frio de Inverno,
Sol eteriamente sem fim.

Neste pêndulo de ideias,
Sou eu comigo mesmo, a olhar o céu estrelado.
Teço, sozinho, enormes e finas teias,
De pensamentos brilhantemente negros e dourados.

É-me estranho ser estranho de mim mesmo.
A solidão confunde-me na sua simplicidade.
A simplicidade de ser assim mesmo.
O ser assim mesmo um ser de Saudade.

Tenho Saudade dos tempos da memória.
Mas não tenho memória dos tempos de Saudade.
Porventura, esqueci-os nesta viagem sem glória.
Porventura, a minha mente votou-se à Liberdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Linha Recta de um Poema

Sou agora todos os momentos que acabaram de passar por mim, que ainda passam,
Que passam num depois que é agora, deste Tempo imedido, Intemporal, indefinido,

Inconstantemente estranho.
Aparece de súbito e esvaisse na passagem das minhas ideias,
Que cavalgam os ponteiros do relógio.

Todo este Mundo é um oceano de ondas, que permanentemente se percipitam numa subida triunfal, majestosa,
Caindo em seguida para o percipício da existência finda,
De onde renascem sempre.

Ahh, este não gostar do vento, por sabê-lo existente só quando eu queira!
Mas quando eu quero, ele abana todos os fios que se estendem daqui até um infinito imperceptível!

Todos, menos as linhas rectas!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nós

Vou puxar a minha vida
E atá-la a uma árvore.

Sem corda.

Sem correntes.

Sem Nós.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Preto e Branco

Branco, Luz,
Som de nada contra nada e eu sozinho comigo.
Espaço da inêxistencia e da minha loucura de me deixar ir só para longe de mim mesmo,
Habitar um espaço temporal que não é meu,
Que alguém perdeu algures,
E eu apanho do chão,
Como um cigarro já fumado,
Mas ainda quente.

E demoro a Eternidade.
Apanhar este cigarro é um acto belo, é a Beleza por si só.
Agarro agora noutra vida, que se esfuma, tal como a minha.
Lentamente,
Lentamente entre cada impulso que me percorre a mente.
Tão lentamente, que não noto a parede branca à minha frente, esbarrando contra ela a toda a velocidade,
Como um comboio de vida que não pára,
Como o Tempo que passa e eu não consigo deter.

Na lentidão do meu choque,
Fundo-me com o branco desta parede.
Sinto cada um dos meus átomos desagregar-se,
Fugir, rindo, correndo lentamente para outro local, Outro Mundo.

Abandono agora a minha Imaginação,
Pintando de negro o branco da parede.
Todo o branco,
Nem só uma pinta branca.

Negro, só o Negro e a minha alma.








E a meio da minha Morte,
Lembro-me que a parede é Real.

E que tem outro lado,










Branco.

sábado, 3 de janeiro de 2009

História

Escreve uma história comigo!
Vá lá, escreve!
Escreve uma história!

Escreve-a agora, escreve-a ontem, escreve-a sempre.
Escreve-a com a caneta que tens agora na mão, mesmo que não a tenhas.
Imagina a história,
Imagina a caneta,
Imagina a tinta a rolar, e rola sem fim, para fora da caneta que não exite (existe pois!) cravando cor num papel, que de existência tem só a tua vontade!

De onde virão as palavras que escreves?
Para onde irão? Escreves palavras? Ou sou eu agora que escrevo que tu escreves?
Será que sou eu que dito o Mundo como ele é?


Não, não pode ser, estás incrédulo! Revoltas-te agora (vês como te ordenei?)
Controlas a tua mente, como te digo!
Ahhhh, mas que aflição! Ninguém te controla, tu és tu próprio, tu constróis-te a ti mesmo, ao mesmo tempo que me constróis a mim e baralhamo-nos, como um baralho de mil cartas, com faces verdadeiras e mentirosas!
Tu és todas as letras que escreves, és o teu pensamento, és o Mundo que te rodeia, tu és o Sentir e o Olhar, és as estrelas que brilham no céu, enquanto te escrevo!

Tudo isto só em ti...
E eu, que serei?
Já imaginaste?