domingo, 28 de dezembro de 2008

Saudades II

Mais saudades,
Saudades que me assaltam,
Saudades do tempo das recordações,
Saudades de não ter saudades,
Tenho saudades.

Tenho Saudades.

Saudades

Tenho saudades.
Saudades,
Saudades,
Saudades,
Saudades,
Saudades,
Saudades,


E falta-me algo.

Memórias

Escrevo-me agora com todas as letras que conheço,
E com todas aquelas que conheci ao longo do tempo em que não me escrevi.

Ao mesmo tempo, sem dar por isso,
Escrevo todas as memórias de que me recordo,
E recordo mais uma vez todas as memórias daquilo que não escrevi.
Recordo-me porque não escrevi.
E escrevo agora
Porque já não me recordo do tempo em que não precisava recordar.

Só neste momento.

Só eu e as minhas recordações vazias, sem amor,
Sem raiva, sem ciúme, sem manchas vermelhas vivas a pintar o azul
De um céu que agora brilha sem cor.

Agora, sou eu sem mim mesmo!
Fracturei-me e, voluntariamente, deixei em cada espaço,
Um pouco do meu tempo.
Em cada instante, deixei risos e medos.
Deixei o Olhar e o Sentir.
Deixei lágrimas, segredos e alegria.

Agora, deixo também este dia.